Eu
estava lá, no dia em que aquela alegria imensa, quase esmagadora, fez as malas
e partiu, sem dó. Vi o sol se pondo muito antes da hora; vi uma noite sem
estrelas e quase todas as flores amanheceram mortas, caídas, esquecidas feito
sonhos largados ao longo das estradas compridas. Depois, o dia já era outro e
eu estava lá quando vi a flor-menina vicejando solitária sobre um telhado sujo,
porém inteiro; pobre, mas digno. Como digno é todo amanhecer mais feliz.
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[imagem:aglaé gil]

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