Sou
feita de sombras, também. Sou uma pálida busca insana e insone por um toque de amor
que me faça melhor. Sou como todo mundo. Mesmo assim, sinto-me diferente, intrusa,
aquela que brinca entre o extravagante e o terror simplista. Sou comum. Sou
escura. Sou o avesso. Minha e sua. Do tempo e da margem esquerda como afluente esquecido.
Às vezes, arremedo de poesia. Às vezes, charlatã de mim mesma. Mas, sempre, muita
paixão.
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[imagem: lan ngoc]

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