quarta-feira, 27 de maio de 2015

________doce lembrança







Ela era doce que só.
Até cheirava parecido com aquele açúcar de confeitos.
Sorria o sorriso manso das chegadas incertas, mas trazia um par de olhos tão doces como as carolinas de limão das vovós, como as balas de coco das vendas.
E abduzia a atenção de quem vinha, assim como a de quem ia. Ela não andava como todo mundo: ela volitava feito as almas em algum ponto-campo-jardim de Deus.
As mãos traziam acenos igualmente doces. Sinais repletos de uma sabedoria que não se aprende. Daquelas que se apreende, quando Deus dá.
As pessoas pensavam até que, quando ela saía de algum lugar, a luz ficava até mais fraca. Havia uma total fragilidade em tudo que existia fora daquela pessoa especial, repleta de todos e vazia de ninguém.
Alma de algodão, certo dia apenas foi e não voltou.
Dizem que foi viver de novo com os irmãos mais próximos. Os anjos amigos e o arcanjo Gabriel.


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