Ela
era doce que só.
Até
cheirava parecido com aquele açúcar de confeitos.
Sorria
o sorriso manso das chegadas incertas, mas trazia um par de olhos tão doces
como as carolinas de limão das vovós, como as balas de coco das vendas.
E
abduzia a atenção de quem vinha, assim como a de quem ia. Ela não andava como todo
mundo: ela volitava feito as almas em algum ponto-campo-jardim de Deus.
As
mãos traziam acenos igualmente doces. Sinais repletos de uma sabedoria que não
se aprende. Daquelas que se apreende, quando Deus dá.
As
pessoas pensavam até que, quando ela saía de algum lugar, a luz ficava até mais
fraca. Havia uma total fragilidade em tudo que existia fora daquela pessoa
especial, repleta de todos e vazia de ninguém.
Alma
de algodão, certo dia apenas foi e não voltou.
Dizem
que foi viver de novo com os irmãos mais próximos. Os anjos amigos e o
arcanjo Gabriel.

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