Se
eu tivesse lágrimas, teria chorado todas elas enquanto o dia passava e
descrevia uma curva no tempo e em minha vida. Mas estavam secos meus olhos.
Fluía deles apenas um olhar parado, algo tardio e denso como o lusco-fusco da
tarde. Então, deixei que o vento viesse e trouxesse o orvalho perdido do outro
lado do mundo. Talvez um orvalho chorado por olhos mais jovens e ainda repletos
das águas da dor.
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[imagem: lekan mejigbedu]

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