Às
vezes eu sigo em busca das palavras e, por vezes, é mesmo imensamente difícil
tê-las à mão. Geralmente isso acontece quando o que se quer dizer é muito maior
do que se imagina. Por isso divago por muito tempo, tateando pelos lugares que
conheço bem - se é que se pode de fato conhecer algo ou alguém. As palavras são
fugidias assim como os momentos. Eu aprendi. Fugazes e breves como o próprio
correr do tempo.Se tenho que correr para registrá-las, já sou passado, no
instante seguinte. Se me deixo ficar, na quietude da espera,elas se mostram
igualmente lentas, como se brincassem - então, feito pássaros, fogem assim que
se percebem capturadas.Talvez seja mesmo essa a maravilha de tudo o que é
livre, de tudo o que simplesmente habita o mundo, sem pertencer a ninguém.
Poder ir e vir. Poder significar ou apenas se deixar ser. Ser símbolo. Ser
sentimento sem ter sentido. Ser uma pintura de histórias escritas antes, pelo
amanhecer do olhar de alguém.
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[imagem: via escrevendo.tumblr]
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