Penso
nos dias modorrentos de um janeiro qualquer, quando a preguiça toma conta de
tudo e até minha poesia se deita à sombra de uma árvore frondosa. Em suspenso,
as flores de minha vida ficam presas no varal, a secar até ficarem tão secas
para que possam enfeitar algumas páginas que deixei em branco. Já não me
importo se faz muito calor e se estou desmaiada em minha impossibilidade.
Porque sou um longo bocejo como são as tardes de janeiro e me abano de
esperança por um vento que venha do sul.

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