Chegou
a boca do tempo e comeu o que havia por ali. E havia muito. E havia quase tudo.
Veio a boca do tempo e soprou as velas, comeu o bolo e engoliu a festa. E havia
festa. E havia fome. A boca do tempo não se fecha. Morde, come, engole os dias
meus e os dias seus. A boca do tempo vem
e engole e sopra feito vento de amplidão até o que a gente comemora quando se
esquece que o tempo tem boca e razão.

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