Fico pensando na generosa fatia de tempo que me cabe, neste mundo onde
se espalham uns pedaços de nós como sementes, enquanto se vive. O tempo e suas
maneiras dóceis e afáveis, quando não cruéis e frias, cortantes, lancinantes. O
tempo. O mestre sobre o qual tanto -talvez tudo - já foi dito. Mais um desses
irmãos que a nós foram conduzidos para que se mantenha uma parceria - e não uma
relação de antagonismo.
Mãos dadas com ele, absorvo, mastigo. Eu como a minha fatia com a avidez que me foi própria desde o primeiro abocanhar. E devolvo aos ponteiros dos relógios todos, o compasso abençoado, inventado e escandalizado que foge de nós quando queremos segurá-los, detê-los, mantê-los.
E então, saciada, deito-me sob à sombra reconfortante de minhas esperas.
Mãos dadas com ele, absorvo, mastigo. Eu como a minha fatia com a avidez que me foi própria desde o primeiro abocanhar. E devolvo aos ponteiros dos relógios todos, o compasso abençoado, inventado e escandalizado que foge de nós quando queremos segurá-los, detê-los, mantê-los.
E então, saciada, deito-me sob à sombra reconfortante de minhas esperas.
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[imagem: via sue zambie]
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