Alma
inquieta. Uma tristeza e o olhar perdido em um horizonte qualquer -aquele
que só a alma reconhece. Saudade. É saudade, sim. Mas de quê? De quem?
Saudade
de terras onde estive, de moradas que habitei, mas que não sei ao certo em que
lugar estão, muito menos em qual canto do tempo foram minhas. Saudade. Do que
não tive. Ou já tive e perdi...? Saudade, talvez, de sonhos tão sonhados e,
pela estrada, abandonados. Saudade. De um rosto, de um nome. De uma música que
dancei, solta, livre -nos braços quentes e amáveis de alguém...? Muita saudade.
Saudade triste. Talvez, de um pedaço de mim que eu mesma roubei e, pela estrada
de tantas esquinas, deixei.
Não
sei explicar. Ninguém sabe. Eu não sei. Um banzo.
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[imagem: julia mead]
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[imagem: julia mead]

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